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Greve geral paralisa a Grécia

Matthew Cookson, de Atenas


As ruas sempre cheias de gente do centro de Atenas estão quase desertas hoje. Mais de 2 milhões dos 5 milhões de trabalhadores gregos cruzaram os braçoa. A greve geral de 24 horas uniu trabalhadores do setor público e privado contra as medidas de austeridade adotadas pelo governo.

 

Todos os vôos chegando ou saindo do país foram cancelados. Escolas e repartições públicas estão fechadas. Poucos ônibus e linhas de trem funcionam, assim mesmo sua circulação foi permitida pelos grevistas para que pudessem levar os trabalhadores às manifestações.

 

Mais de 30 mil pessoas participaram de duas passeatas diferentes. Seus participantes quebraram a calma do centro de Atenas com seus cantos e palavras-de-ordem enquanto rumavam ao parlamento. Os trabalhadores estão furiosos com o governo Pasok, de centro-esquerda e que venceu as eleições gerais com promessas de manter o valor dos salários. Os manifestantes gritavam: “Nada de sacrifícios! Que os ricos paguem pela crise!”

 

Yiannis Anastakis, que trabalha no Estádio Olímpico, me disse: “Antes das eleições, o governo disse coisas completamente diferentes do que está fazendo. Agora, está baixando salários que já eram muito baixos. A maioria das pessoas recebe muito menos do que o suficiente para sobreviver com dignidade”.

 

“Quem tem dinheiro na Grécia não paga impostos. Mas, o governo não vai tirar dinheiro dos ricos. Prefere arrancar mais de quem ganha pouco”, disse ele.

 

Trabalhadores dos correios e telecomunicações, engenheiros, eletricitários, estudantes, desempregados, funcionários públicos e muitos outros estão juntos na luta. Um grande grupo de imigrantes africanos e de Bangladesh juntaram-se ao movimento, exigindo plenos direitos de cidadania e fim das perseguições policiais.

 

A polícia usou bombas de gás e cassetetes contra os manifestantes que chegavam às proximidades do parlamento. Um grupo de manifestantes jogou tinta vermelha nos batalhões de choque. A polícia dividiu a manifestação em dois, mas os participantes conseguiram se reorganizar e continuar a passeata.

 

Trabalhadores do setor público e privado cruzaram os braços contra a intenção do governo de fazer pesados cortes salariais que irão atingir gravemente seu nível de vida. O déficit orçamentário do governo atualmente é de 12,7% do PIB anual da Grécia. O governo quer baixá-lo para 2,8%.

 

Nesta manhã, juntei-me a um piquete de sindicalistas e estudantes nos escritórios da fábrica metalúrgica Metika, em Atenas. Panos, um dos sindicalistas disse que “o governo fala que está agindo contra a crise, mas na realidade está atacando os direitos dos trabalhadores”. “Nós também estamos aqui, porque a Matika demitiu três trabalhadores que eram militantes sindicais”, esclareceu.


Faixas penduradas nos portões da empresa diziam: “Parem o programa de estabilidade. Chega de demissões” e “Nenhum sacrifício pelos lucros deles”.

 

Yannis disse que “a União Européia afirma que a Grécia tem padrões de vida elevados em comparação com outros paises. Isto não é verdade. Muitos de nós temos dois empregos para sobreviver. Olhe para essas pessoas. Me diga se elas são ricas”.

 

A greve geral não é o objetivo final da luta na Grécia. Vários setores estão planejando suas próprias greves e estão em preparação mais dias nacionais de luta para breve.  


   
 
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