PÁGINA INICIAL
IST/TSIReceba o boletimJunte-se a nós!Links
BUSCADOR

NA MIRA
Atividades e eventos
Plínio presidente!
Palestina livre!
A crise capitalista
Em defesa do MST
Belo Monte
Lutas e campanhas
ATUALIDADES
Atualidades e notícias
Análises
Anticapitalismo
Movimentos sociais
Juventude
PSOL
Debates
Notícias do PSOL
1º Congresso
Resoluções
Reagrupamento da esquerda
Documentos
Crise no PSOL
ECOSSOCIALISMO
Copenhague
Tijuco Alto
Meio-ambiente
CONTRA A OPRESSÃO
Gênero
LGBT
Antiracismo
Questão indígena
Outros temas
PUBLICAÇÕES
Revista Revolutas
Cadernos Revolutas
TEORIA
Introdução ao socialismo
Lutas e revoluções
Socialismo em debate
Outros textos
CULTURA
Vídeos
Dicas
Cinema
Poesia
Letras de música
Mídia
Música
Literatura
Quadrinhos
Humor
VOLTAR

Intervenção imperialista e capitalismo estão por trás do pesadelo haitiano

Dezenas de milhares de pessoas estão mortas no Haiti. Centenas de milhares estão feridas ou desabrigadas após o terremoto que destruiu o país em 12 de janeiro.

 

No mundo todo, multiplicam-se as manifestações de solidariedade por aqueles que perderam tanto e há uma grande vontade de ajudar.

 

Terremotos são acidentes naturais: mas o tamanho do sofrimento que causam depende do lugar em que acontecem e da assistência que suas vítimas recebem.

 

A lentidão com que as maiores potências do mundo têm enviado ajuda para minimizar a tragédia é criminosa. Seus governos só conversam, enquanto uma população inteira fica sem comida e água e dorme a céu aberto

 

Os Estados Unidos são rápidos quando se trata de disparar um míssil contra um alvo no outro lado do mundo. Não há falta de verbas para ofensivas militares. Mas, quando populações pobres estão sofrendo, tudo se arrasta e faltam recursos.

 

Os haitianos não terão 1% de dos trilhões que foram entregues aos bancos para salvar o sistema financeiro.

 

Agora mesmo, quando os haitianos enfrentam tanto sofrimento, os turistas milionários continuam a desfrutar do bom e do melhor na República Dominicana, que fica na mesma ilha em que se localiza o Haiti.

 

No terceiro dia após a tragédia, a população haitiana, faminta e com sede, começou a construir barricadas com cadáveres em Porto Príncipe em protesto contra a falta de ajuda.

 

A destruição do Haiti é ainda maior por causa da pobreza extrema, causada por dois séculos de intervenção imperialista.

 

Antes da tragédia, 60% das residências de Porto Príncipe eram precárias. Os preços do arroz, feijão, água, óleo de cozinha e gás estavam tão altos que a maioria dos haitianos simplesmente não podiam comer. A imprensa mundial noticiou recentemente que os pobres do Haiti estavam comendo “bolachas de lama”.

 

Mais da metade da população sobrevive com menos de 1 dólar por dia. Tudo isso é uma herança deixada pelo capitalismo e pelo imperialismo.

 

No século 18 milhares e escravos foram enviados para o Haiti pelas potências européias. As grandes revoltas de escravos sob a liderança de Toussaint L’Ouverture não apenas derrotaram os donos de escravos e três exércitos europeus, mas também desferiram violento golpe contra todo o sistema escravista.

 

A revolta causou medo e ódio entre os ricos do mundo todo. Sentimentos que duram até hoje. Enquanto a maioria das pessoas procura ajudar as vítimas do terremoto, o pastor americano Pat Robertson disse que os haitianos fizeram um “pacto com o diabo” quando se revoltaram contra o sistema escravista. Por isso, estariam sofrendo um castigo.

 

Mesmo livre da escravidão, o Haiti foi forçado a pagar 150 milhões de francos em indenizações para a França (cerca de 25 bilhões de dólares, hoje) – dívida que só foi quitada em 1947.

 

Em 1915, os Estados Unidos invadiram o Haiti para cobrar dívidas e proteger suas empresas. As tropas ficaram no país até 1934, governando o Haiti como se fosse uma colônia.

 

Os Estados Unidos apoiaram a violenta ditadura dos Duvalier a partir de 1957 porque ela representaria uma barreira contra o comunismo.

 

Em 1986, grandes revoltas populares derrubaram o ditador “Baby Doc” Duvalier, que fugiu do país. Mas, as intervenções estrangeiras continuaram.

 

O povo haitiano elegeu Jean-Bertrand Aristide presidente do país. Ele prometeu reforma agrária, moradia digna e salários melhores. Mas, os Estados Unidos apoiaram um golpe para derrubá-lo.

 

O presidente Bill Clinton aceitou a volta de Aristide ao poder, mas sob condição de que fosse colocado em prática um programa neoliberal, que seria chamado pelos haitianos de “plano da morte”.

 

Quando Aristide mostrou pouca vontade em colocar o plano em prática, os Estados Unidos conspiraram com os ricos do país para depô-lo novamente.

 

Desde então, tropas dos estrangeiras e da ONU ocupam o país.

 

Nós defendemos:

- Comida, moradia e outros tipos de ajuda para o Haiti, urgente!

- Contra transformar a ajuda em arma política para impor a vontade dos Estados Unidos.

- Fim das políticas neoliberais que exploram os pobres do Haiti

- Fim da ocupação do Haiti por tropas estrangeiras  


   
 
Webmaster: Edson Dias Neves - Site desenvolvido com Software Livre: Linux - Apache - PHP - MySQL